11 dezembro 2003
146 - CANÇÕES de 1973 (XIX)
Para estrear o capítulo "F" desta série escolhi Frank Sinatra. No final de 1973, a "voz" prestou uma homenagem a Jim Croce (que falecera nesse ano num acidente de avião). A canção escolhida por Frank Sinatra foi Bad, Bad Leroy Brown, que tinha sido lançada por Jim Croce no álbum Life And Times em Janeiro de 1973.
BAD, BAD LEROY BROWN
Now the south side of Chicago
Is (It's) the baddest part of town
And if you (you're gonna) go down there, you better (just) beware
Of a man (cat) named Leroy Brown
Now Leroy (Brown) he's trouble
And he stands about six feet four
All the downtown ladies call him: "treetop lover"
The studs they call him: "Sir"
(Yeah) He's bad, bad Leroy Brown
Meanest (baddest) man (cat) in the whole damn town
Badder that old King Kong
(And( (He's) Meaner that a junkyard dog
Now Leroy he's a gambler
And he likes (digs) his (those) fancy clothes
He likes to wave his (that) (great big / big fat) (shinny) diamond ring(s)
Under (In front of) everybody's nose
He's got a custom Continental
He's got an Eldorado too
He's got a 22 (32) gun in his pocket for fun
He's got a razor in his (the razor in the) shoe
(Yeah) He's bad, bad Leroy Brown
Meanest (baddest) man (cat) in the whole damn town
Badder that old King Kong
(And (He's) Meaner that a junkyard dog
Now Friday - 'bout a week ago
Leroy shootin' dice
And at the end (edge) of the bar, sat (was) a lady (chick) named Dorris (Morris)
Man she sure looked nice
And (Well/Then) he layed his eyes upon her
That's when the big scene (trouble soon) began
And Leroy Brown he learned a lesson 'bout messin'
With the wife of a jealous man
(Yeah) He's bad, bad Leroy Brown
Meanest (baddest) man (cat) in the whole damn town
Badder that old King Kong
(And) (He's) Meaner that a junkyard dog
By Jim Croce
ANS
145 - FENÓMENOS BLOGUÍSTICOS
Na blogosfera acontecem fenómenos estranhos, cuja verdadeira dimensão e justificação me ultrapassa.
Há alguns meses atrás reparei num blog, na janela dos Frescos, cujo nome era muito semelhante a "Terras do Nunca". Pensei logo que se tratava de alguém a querer tirar proveito da fama do Terras do Nunca. Por causa disso não o visitei. Hoje descobri que talvez esse blog tivesse sido colocado por engano na lista de blogs portugueses. Poderia ser um destes três blogs brasileiros: Terra do Nunca (1), Terra do Nunca (2) e A Terra do Nunca. Dou o benefício da dúvida...
Há cerca de um mês foi criado o blog Bimba Ininteligível. Este blog pretende ser uma sátira do famoso Bomba Inteligente. Não irei revelar se penso tratar-se de uma sátira bem ou mal conseguida e também não revelarei se a considero de bom ou de mau gosto. Mas não deixo de questionar quais serão os motivos que levam alguém a dedicar uma boa parte do seu tempo à adaptação de textos de um blogger (ou de uma blogger, como é o caso da Carla Hilário de Almeida)?
Finalmente, ontem fiquei a conhecer, primeiro pelo Technorati e depois pelo Mar Salgado, que este último blog tem agora um duplicado de nome Luís D'Elvas. Consigo pensar em diversas razões para criar a duplicação de um blog, mas não me lembro de nenhuma que justifique a publicação do duplicado.
Será que os blogs que se dedicam ao estudo da blogosfera conseguem explicar estas situações?
ANS
144 – MAIS AGRADECIMENTOS XI
Já passou mais de um mês desde que, no dia 5 de Novembro, publiquei o último post de agradecimentos (post 130 do Carimbo). Pois é, tenho escrito muito pouco. Afinal não estou tão viciado nisto como pensava. Mentira. Tal como escrevi no post 64, já estive bastante viciado. Estava tão viciado que até escrevi que a blogosfera se deveria chamar Associação dos Blogoólicos Anónimos ou, simplesmente, ABA. Nessa altura também escrevi que admitir o problema era o primeiro passo para a cura do vício. De facto, depois desse primeiro pequeno passo, fui controlando melhor o ímpeto bloguístico e agora só escrevo de vez em quando. É claro que existem outros factores (externos à blogosfera) que também têm contribuído para este abrandamento do ritmo de escrita. Um deles foi o trabalho acumulado que teve (e ainda tem) de ser posto em dia e o outro foi o normal aumento das solicitações de carácter social no mês que antecede o Natal. Nesta altura, além dos tradicionais almoços e jantares da Natal organizados pelos colegas de trabalho, existem ainda as festas organizadas pelas comunidades emigrantes, as quais se vão sucedendo até que todos regressem aos respectivos países para as férias de Natal.
Com uma cura destas, tão agradável como eficaz, não admira que, de uma forma algo egoísta para os que lêem este blog (perdoem-me a imodéstia), eu tenha frequentado pouco a blogosfera durante as últimas semanas. No entanto as recaídas são sempre possíveis, ou melhor, são até bastante prováveis. Felizmente, quando elas acontecerem, em vez de andar aqui a escrever sobre o meu vício e as minhas experiências de “ressaca”, já poderei ir àquele cantinho, criado pelo Rui M.C. Branco e por uma giesta, onde os viciados deste mundo virtual português tentam a terapia de grupo. Refiro-me, como é óbvio, à BlogA!?. Este é, como sabem, um blog associativo que reúne diversos blogoólicos (anónimos ou não) como membros ou meros observadores, entre os quais se encontram muitos dos bloggers com quem tenho tido mais contacto bloguístico. Parece que padecemos todos do mesmo mal. Será um mal? Não sei. Mas sei que, como penso que acontece com o Leonel Vicente do blog Memória Virtual, quando visito a BlogA!? sinto-me em “casa”. Por isso, aqui ficam os meus sinceros agradecimentos aos membros da BlogA!?. Além disso, os membros fundadores desse blog merecem também os meus parabéns pelo nome que encontraram para essa associação virtual. Não há dúvida que BlogA!? é muito mais expressivo e original do que ABA...
No post 130 do Carimbo agradeci ao Ai Jasus! por ter incluído O Carimbo na sua lista de evangelizadores, mas não tinha reparado que tinha sido caracterizado como «um benfiquista na Diáspora em Inglaterra». É uma boa descrição mas eu acho que até escrevo pouco sobre futebol e muito menos sobre o Benfica. Vamos lá a ver como é que correm os dezasseis avos de final da Taça UEFA agora que entraram na competição mais oito equipas oriundas da Liga dos Campeões. Pode ser que o Sport Lisboa e Benfica tenha sorte e jogue com o Gençlerbirligi SK. O Ai Jasus! também tem razão quando refere que eu faço parte da comunidade portuguesa em Inglaterra, mas devo lembrar que eu me encontro em Liverpool, onde além do restaurante “Algarve”, do pub “Lisbon” e de cerca de uma dezena de estudantes de doutoramento, a representação portuguesa é quase inexistente. Prefiro afirmar que faço parte de uma comunidade portuguesa no estrangeiro do que afirmar que estou na Diáspora. É que esta palavra faz-me sempre pensar que, se a dispersão forçada dos judeus da Palestina (que ocorreu ao longo dos séculos) não fizesse parte da história, o terrorismo de hoje poderia não ser uma realidade ou, por outro lado, talvez continuasse a existir com outra justificação. Inclino-me mais para a segunda hipótese...
O Paulo Gorjão utilizou a expressão “filho pródigo a casa torna” no post 861 do Bloguítica para assinalar o meu regresso à blogosfera. Obrigado, mas acho que é precisamente ao contrário. É quando estou na blogosfera que, prodigamente, esbanjo tempo de trabalho, mesmo sabendo que não posso esbanjar muito porque a hipótese de voltar para casa dos pais não é sequer uma hipótese remota. Já agora, fiquei "preocupado" com o post 1250 do Bloguítica. Espero que essa contagem decrescente não seja como a do já terminado blog A Formiga de Langton. Mas, caro Paulo, se for uma dessas fatídicas contagens decrescentes, faço-me desde já convidado para essa bica que me parece estar implicitamente combinada com o Luís Novaes Tito.
O Rui M.C. Branco contribuiu para a “agradável atitude narcisista” que refiro no post 134 do Carimbo ao fazer suas as (minhas) palavras do último parágrafo do post 132 do Carimbo. Obrigado. Lembro que este agradecimento tem um sabor especial porque o Rui MC Branco foi o primeiro blogger com quem travei um debate através da blogosfera. Ai o Presidente de todos os portugueses... Gostaria de ter voltado a escrever sobre ele depois daquela entrevista concedida à RTP, à Rádio Renascença e ao Público no dia 27 de Outubro. No entanto, não tive tempo para isso e ainda bem porque me livrei certamente de algumas “adufadas”, como o Rui M.C. Branco gosta de escrever.
O Primeiro Ministro Henrique colocou O Carimbo na sua lista de eleitores depois de um curto debate (por e-mail) sobre o eventual referendo do Tratado de Constituição para a Europa. Obrigado pela hiperligação e, principalmente, pelo debate.
O Rui, do blog 3tesas não pagam dívidas também colocou O Carimbo na sua lista de blogs recomendados e ainda fez eco do post 138 do Carimbo. Muito obrigado.
Quero ainda agradecer aos blogs Acanto, Bimba Ininteligível, Blogo Social Português, Castor de Mármore, GANG, Grande Superfície, Irreflexões, Mar de Abrantes, Notas Verbais, Pickpocket, Preceitos para Uso do Pessoal Doméstico e Universos Críticos por incluírem O Carimbo nas suas listas de blogs recomendados.
Também tenho de agradecer ao Rui Albuquerque pelas excelentes leituras que me proporcionou com o seu Cataláxia. Compreendo demasiado bem o esforço e a concentração que um doutoramento exige. No entanto, ainda espero poder ler alguns posts esporádicos. O Assembleia também fechou, mas, como os posts de Manuel Alçada podem continuar a ser lidos no Cruzes Canhoto!, a perda não é tão grande como a do Cataláxia.
Para terminar este longo post de agradecimentos, faço aqui uma referência ao Gatopardo. Este admirador de Giuseppe Tomasi di Lampedusa agradece-me por ter sido o primeiro leitor do seu blog, mas salienta que eu faço agradecimentos «por tudo e por nada» e que detesta a série “Canções de 1973”. Penso que não devo rebater a crítica aos agradecimentos porque estes resultam sempre de uma decisão pessoal que eu tomo baseado em factos que podem ser insignificantes para o Gatopardo mas que não o são para mim. Quanto à série “Canções de 1973”, devo esclarecer que eu também não gosto de algumas das canções já apresentadas, mas a verdade é que uma boa parte delas ainda são bem conhecidas hoje em dia. Acho que este é um feito notável e que merece ser salientado. Por isso, lamento desapontar o Gatopardo, mas esta série vai continuar. Desta vez, ao contrário do que escreveu Giuseppe Tomasi di Lampedusa («Se vogliamo che tutto rimanga come è, bisogna che tutto cambi»), tudo ficará na mesma sem que nada tenha de mudar. O Gatopardo também acha que eu leio o seu blog «na diagonal». Não vou confirmar nem desmentir, mas acho que, já agora, o Gatopardo poderia escrever sobre o seu blog o mesmo que Giuseppe Tomasi di Lampedusa escreveu sobre a sua própria obra "Il Gattopardo”: «Bisogna leggerlo con grande attenzione perché ogni parola è pesata ed ogni episodio ha un senso nascosto».
ANS
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