26 julho 2003

20 - BSE: BLOCO DOS SEGUIDORES DE ESTALINE


Concordo plenamente com o que Pedro Mexia escreve no post O PCP É O PCP do Dicionário do Diabo. Primeiro, Bernardino Soares e Ruben de Carvalho manifestaram as suas dúvidas sobre a não existência de uma democracia na Coreia do Norte e sobre a ilegitimidade das execuções decretadas pelo regime de Cuba. Agora só já falta ouvir um terceiro elemento da ala conservadora do Partido Comunista Português (PCP) colocar as suas dúvidas sobre a prova da existência de um regime de terror na URSS desde 1920 até aos acontecimentos que levaram ao seu desmembramento. Só falta justificar a necessidade do Terror Estalinista (em particular, entre 1937 e 1941).
Isto já parece uma obsessão religiosa... será que estão à espera do Messias (leia-se Iossif Vissarionovitch Djugatchvilli Júnior)? Talvez a espantosa recepção à reencarnação de Estaline imaginada por Robert Harris em Archangel pudesse ter lugar entre os comunistas conservadores portugueses.
Não concordo com o Movimento da Renovação Comunista. Devia ser ao contrário. Deveriam permanecer no PCP aqueles que, embora acreditando na utopia marxista, assumem e condenam os erros cometidos pelos regimes comunistas em todo o mundo. Os outros que criem um outro partido assumidamente extremista e radical. Não deve ser difí­cil encontrar siglas...

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19 - SÉRIE: OS ESTRANGEIROS QUE EU CONHEÇO (I)


Todos temos opiniões pré-concebidas (para evitar a carga negativa da palavra preconceito) sobre as várias nacionalidades que existem no Mundo. Eu tenho as minhas opiniões (vá-se lá saber onde, como e porque é que as adquiri?) e é engraçado constatar, à medida que vou conhecendo pessoas dos mais diversos países, que embora algumas vezes elas se encaixem na minha expectativa, também não são poucas as vezes em que as surpresas acontecem. Assim, dou hoje iní­cio à série Os Estrangeiros Que Eu Conheço. Vou começar pelos paí­ses atravessados pelo meridiano de Greenwich e depois avançarei para leste até chegar novamente ao local de partida.

OS INGLESES

Pensava que os ingleses viviam no passado; tinham o seu humor controlado pelo tempo; não eram vaidosos ou, pelo menos, eram desleixados; eram pouco asseados; gostavam de beber; e não falavam lí­nguas estrangeiras. Penso que esta é uma ideia mais ou menos generalizada, a qual é até aceite pelos próprios.
No entanto, os ingleses que eu conheço não são todos assim.
Se é verdade que a maioria deles assume um forte nacionalismo e fala como se ainda vivesse na metrópole do Império, pensando que o resto do Mundo se resume às antigas colónias britânicas mais os EUA, a França e a Alemanha (pelas razões que são óbvias), também existem aqueles que percebem que a Inglaterra é hoje um paí­s diferente, menos poderoso economicamente e mais dependente da Europa continental. Estes são os que abraçam a adesão à União Monetária e fazem um esforço por aprender uma lí­ngua estrangeira (em geral o espanhol) porque sentem a concorrência dos europeus continentais no mercado de trabalho.
Os ingleses são muito vaidosos! Mas as referências de moda que eles têm é que, para mim, são um problema. Para aqueles que, em Portugal, criticam os ambientes sociais facilmente identificáveis pela sua forma de vestir, como por exemplo os betos, os surfistas, os roqueiros e outros, endereço o convite para visitarem a Inglaterra (que não se resume a Londres). Os jovens ingleses vestem fato-de-treino durante quase toda a semana (às vezes usam calça de ganga, mas mantêm a camisola do fato-de-treino) e na sexta-feira é obrigatório usar calça preta e camisa cinzenta (se for brilhante é ideal) por fora da calça. Os sapatos devem ser tão extravagantes quanto possível e o cabelo igual ao de Mr. Beckham. As jovens inglesas vestem o mesmo que eles durante o dia-a-dia e à sexta-feira calçam os sapatos de salto mais alto que encontram no roupeiro da mãe e uma mini-saia muito curta. A peça superior de um biquíni funciona normalmente como top (independentemente da dimensão da pança da senhora). Não sei o que colocam na rosto, mas andam bronzeadas o ano inteiro como Mrs. Victoria Posh. Também há ingleses que não são assim mas isso não quer dizer que não se preocupem com a sua aparência. Preocupam-se muito e eu fiquei surpreendido com isso.
Quanto à falta de asseio, ao gosto pela bebida e ao sorriso estampado no rosto quando o sol aparece, só posso afirmar que são características que assentam que nem uma luva aos ingleses que eu conheço.
Goste-se ou não do inglês que eu aqui caracterizei, a verdade é que tenho bons amigos neste país. Os ingleses dão muito valor à amizade e quando nos consideram como amigos, sentem-no verdadeiramente.

Cenas do próximo capí­tulo: Pensava que os franceses...

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18 - JOHN COOPER CLARKE


Ao ver a programação da BBC3 para amanhã deparei com o novo programa Whine Gums sobre a moderna poesia britânica. Fiquei surpreso por constatar que Johnny Clarke é uma referência constante do programa. De facto, é uma surpresa verificar este regresso aos 54 anos de idade depois de mais de 20 anos de ausência (eu pelo menos não tive notícias), os quais foram dedicados a um desgastante estilo de vida punk.

Aqui vos deixo Evidently, Chicken Town do álbum Snap, Crackle & Bop (1980):

the fucking cops are fucking keen
to fucking keep it fucking clean
the fucking chief's a fucking swine
who fucking draws a fucking line
at fucking fun and fucking games
the fucking kids he fucking blames
are nowhere to be fucking found
anywhere in chicken town

the fucking scene is fucking sad
the fucking news is fucking bad
the fucking weed is fucking turf
the fucking speed is fucking surf
the fucking folks are fucking daft
don't make me fucking laugh
it fucking hurts to look around
everywhere in chicken town

the fucking train is fucking late
you fucking wait you fucking wait
you're fucking lost and fucking found
stuck in fucking chicken town

the fucking view is fucking vile
for fucking miles and fucking miles
the fucking babies fucking cry
the fucking flowers fucking die
the fucking food is fucking muck
the fucking drains are fucking fucked
the colour scheme is fucking brown
everywhere in chicken town

the fucking pubs are fucking dull
the fucking clubs are fucking full
of fucking girls and fucking guys
with fucking murder in their eyes
a fucking bloke is fucking stabbed
waiting for a fucking cab
you fucking stay at fucking home
the fucking neighbors fucking moan
keep the fucking racket down
this is fucking chicken town

the fucking train is fucking late
you fucking wait you fucking wait
you're fucking lost and fucking found
stuck in fucking chicken town

the fucking pies are fucking old
the fucking chips are fucking cold
the fucking beer is fucking flat
the fucking flats have fucking rats
the fucking clocks are fucking wrong
the fucking days are fucking long
it fucking gets you fucking down
evidently chicken town




ANS

25 julho 2003

17 - PRODUTIVIDADE


Não sei como é com os outros bloggers, mas eu tinha O Carimbo como home page do meu computador. Não era por egoísmo. Era só porque me dava mais jeito usar as hiperligações do Carimbo aos blogs que eu leio com mais frequência. No entanto, acabava por varrer aquela lista de hiperligações algumas vezes por dia, e não era raro verificar que apenas um ou outro blog tinha entretanto sido actualizado (por falar nisso, eu não sei o que havia na cerveja que Francisco José Viegas do Aviz bebeu, mas já começo a ficar preocupado).
Pois é, eu não conhecia os blogs que prestam serviço público, como por exemplo o bloco-notas, que nos permite ver quais os blogs que foram actualizados mais recentemente. É que O Carimbo ainda está na infância (completa hoje 4 diazitos), mas já consta na coluna da direita do bloco-notas.
É fantástico, na blogosfera até os blogs de serviço público apresentam qualidades excepcionais. Estes blogs apresentam não só uma elevada produtividade (são mesmo rápidos na inclusão de novos blogs no sistema) como também uma apurada capacidade de apreciação do carácter dos novos blogs (só ainda não percebi como é que o bloco-notas descobriu que é à direita que me sinto mais confortável; pensava que estava a ser bastante imparcial nos meus posts, mas afinal tenho que ser menos directo).

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16 - BENFICA


Parece que o meu clube vai ter dificuldades na pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. Mas mesmo assim espero que o reencontro com a Lázio de Roma corra tão bem ao Benfica como aconteceu no jogo de apresentação da equipa na temporada de 2000/01, o qual foi ganho pelo Glorioso por 4-2. A Caderneta da Bola que me corrija se eu estiver enganado. O problema é que desta vez o jogo é a sério e não temos o Mantorras para destruir a defesa italiana. Além desse contratempo, o Tiago está lesionado e ainda não temos defesa esquerdo. Ou seja, todos os sectores da equipa se encontram desfalcados. O Camacho tem que encontrar uma boa solução e, se não se lembrar de nenhuma, sugiro que peça conselhos ao Mourinho que humilhou os italianos na Taça Uefa (como é que alguém com este nome pode ser treinador do Futebol Clube do Porto e alinhar com o presidente do clube quando este atiça a fogueira da rivalidade norte-sul?). O Sr. Luís Filipe Vieira (LFV) também podia ajudar o coitado do treinador comprando um lateral esquerdo. Tem é que ser barato porque, como diz LFV, o dinheiro fala mais alto na escolha de um reforço para a equipa. E eu subscrevo:

That money talks,
I'll not deny.
I heard it once.
It said "Goodbye".

por Richard Armour


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15 - TEORIA DA CONSPIRAÇÃO


Já estou a ficar cansado de ler em todo o lado sobre as suspeitas do Dr. Ferro Rodrigues relativamente à existência de uma entidade oculta, misteriosa (tese da cabala) e poderosa que tem por objectivo a aniquilação por qualquer meio do lí­der da oposição e até da própria oposição. Se as suspeitas de Ferro Rodrigues são tão fortes, então porque é a sua resposta tão silenciosa quando lhe perguntam a quem ou a que entidade se está a referir em concreto? Qualquer dia, à falta de melhor desculpa, começa a dizer que o Partido Socialista (PS) não consegue fazer oposição ao governo porque tem de lutar contra o "sistema".
Sim, estou a falar do tal "sistema" que animou as eruditas conversas sobre futebol durante a última década. Esse "sistema" era sempre controlado por alguém invisí­vel e poderoso que favorecia aqueles clubes que, em determinado momento, apresentavam melhores resultados desportivos. Tenho que dar razão a Rui Rio. A promiscuidade entre futebol e política foi de tal ordem que o PS já não sabe fazer oposição polí­tica e limita-se a disparar para o chão, na tentativa de nos jogar poeira para os olhos e mostrar que está lá (ainda que apenas de corpo presente). Esta técnica é útil para quem não sabe o que está a fazer, como a maioria dos dirigentes desportivos da última década (embora pareça que a atitude destes começa agora a mudar), mas conduz sempre, mais cedo ou mais tarde, a maus resultados (como aconteceu com algumas modalidades desportivas).
Caro Dr. Ferro Rodrigues, exponha publicamente aquilo que sabe (sem receios). Se não sabe de nada, então não invente. A oposição (que também foi eleita) existe para agir, para trabalhar pelo paí­s e melhorar a governação. Aposto que os portugueses estão muito interessados nas alternativas que o PS tem (ou terá) a apresentar para melhorar a sua vida.
Já agora, o PS não é Paulo Pedroso, nem Paulo Pedroso personifica o PS. Paulo Pedroso é apenas um cidadão (que por acaso era deputado pelo PS) que foi constituí­do arguido num processo crime (que podia ser de pedofilia ou de outro tipo qualquer). Se houver mais pessoas no PS (ou num outro Partido) nestas condições, só há uma coisa a fazer: levá-las a julgamento como aconteceria com qualquer outro cidadão. As instituições não podem ser afectadas pelos crimes eventualmente cometidos por indiví­duos a elas ligados. As instituições têm de continuar a trabalhar para o paí­s pois foi para isso que foram criadas. Este princí­pio é basilar e o PS assume-o muitas vezes, mas depois actua de uma forma completamente oposta. Parece que os rapazes do PS se esqueceram dos motivos pelos quais foram eleitos e têm agora como único objectivo provar que o amigo Paulo Pedroso está inocente. Eu espero que Paulo Pedroso esteja, de facto, inocente e louvo a atitude de camaradagem dos seus colegas de Partido. Mas a disponibilidade para prestar declarações e ceder documentos que sejam porventura requeridos por aqueles que investigam o caso, é o máximo que os colegas de Paulo Pedroso podem fazer. É inadmissí­vel que tragam o caso para o campo da polí­tica.

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14 - OS NOSSOS FILMES PREFERIDOS


Apercebi-me, desde que vivo em Inglaterra, que os britânicos (para generalizar) têm uma grande apetência por listas. Fazem listas dos britânicos mais ricos, das canções que os britânicos preferem, dos filmes que os britânicos mais gostaram, etc. Tenho tomado conhecimento dessas listas pelos jornais mas nunca as guardo. Depois de uma rápida pesquisa no Google, encontrei a lista dos 100 filmes preferidos pelos britânicos. Esta lista é de Novembro de 2001, por isso, caros leitores, não se admirem se não encontrarem filmes como O Fabuloso Destino de Amélie Poulin, só para dar um exemplo. Gostaria de saber se, de acordo com as preferências lusas, os filmes Guerra das Estrelas - O Império Contra-Ataca, Padrinho II e Condenados de Shawshank também seriam os melhores filmes? É que este é sempre um bom tema de conversa para quem não possui a verbosidade e as capacidades sedutoras do Pipi.

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13 - A PRIMEIRA REFERÊNCIA


Apercebi-me com agrado da referência (que pena não ser comentada) ao Carimbo por João Carvalho Fernandes num dos seus posts da série MAIS BLOGS do Fumaças.
Gostei de ver a figura de Churchill no cabeçalho do Fumaças, embora eu o aprecie mais pelo grande estadista que foi do que pelo facto de ser um dos mais famosos fumadores de charutos de todos os tempos. Entretanto, dedico ao Fumaças uma das frases utilizadas por Sir Winston Churchill para motivar os britânicos durante a 2ª guerra mundial:



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12 - DESENVOLVIMENTO


No post PORTUGAL... ONDE FICA? referi-me à  Alemanha, à  Itália, ao Reino Unido e à  França como paí­ses pertencentes ao grupo dos mais desenvolvidos da União Europeia (UE). No entanto após uma consulta rápida ao relatório anual do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), motivada pela leitura dos posts HUMAN DEVELOPMENT INDEX de Leonel Vicente no blog aaanumberone, pude verificar que não é bem assim.
Em termos de desenvolvimento económico, avaliado pelo Produto Interno Bruto per capita, verifica-se que estes paí­ses ocupam, respectivamente, as 7ª, 8ª, 11ª e 12ª posições. Ou seja, pertencem todos à  segunda metade do ranking de produtividade da Europa dos 12. Como tinha referido, os paí­ses do alargamento a 15 ainda se encontram na cauda deste ranking. No entanto, de acordo com a informação divulgada pela revista Economist, com base em dados da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos), a Grécia é a segunda classificada no í­ndice de aproveitamento do potencial de crescimento enquanto que Portugal ocupa a última posição.
No que se refere ao desenvolvimento humano, as conclusões são semelhantes e verifica-se que, dos paí­ses por mim referidos, apenas o Reino Unido aparece colocado nas primeiras 6 posições do ranking. Salienta-se ainda o facto de a Itália já ter sido ultrapassada pela Espanha, que ocupa agora o 12º posto. Tal como suspeitava, a Suécia lidera o ranking de desenvolvimento humano da UE.
A conclusão a tirar é que embora, por razões culturais, nós tenhamos o hábito de considerar a Alemanha, a França, a Itália e o Reino Unido como países muito mais desenvolvidos do que Portugal, tal só é verdade em termos económicos e não em termos de desenvolvimento humano, onde registamos um atraso muito pequeno.
No entanto, ao contrário do que fazem Jorge Coelho e José Sócrates, não podemos olhar apenas para este aspecto. De acordo com o relatório anual do PNUD, Portugal é o terceiro país da União Europeia no que se refere ao í­ndice que confronta o desenvolvimento humano com o desenvolvimento económico, sendo apenas ultrapassado pela Suécia (como é óbvio) e pela Grécia. Logo atrás de Portugal vêm o Reino Unido e a Espanha. A França é a 7ª classificada e a Itália e a Alemanha aparecem nas 11ª e 12ª posições, respectivamente. O problema, para Portugal, é que a economia grega está a crescer bem acima do seu potencial de desenvolvimento e a economia espanhola está a crescer ao dobro da velocidade da portuguesa. Estamos a caminhar para o fundo da tabela de desenvolvimento económico da UE como consequência dos desastrosos governos do Partido Socialista.
Enquanto que o desenvolvimento humano parece sustentar e estimular as economias da Grécia e da Espanha, em Portugal acontece uma situação insólita. Temos um desenvolvimento humano que é visível e uma economia em recessão. É este um problema de mentalidades? Não pode ser só isso. É também um problema de desperdí­cio. O desperdício pelos governos socialistas da oportunidade de ouro que tiveram para efectuar as reformas que todos sabí­amos serem necessárias.

ANS

24 julho 2003

11 - AINDA SOBRE PINTO DA COSTA OU A REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


Li o post RITUAIS de JPN no Complot. Caro JPN, como eu o percebo...

ANS

10 - CRUZANDO INFORMAÇÃO


Foi finalmente divulgado o relatório sobre os ataques terroristas de 11 de Setembro em Nova Iorque. Parece que, se a CIA e o FBI tivessem cruzado as informações disponí­veis, os ataques poderiam ter sido evitados. Este facto, aliado às provas apresentadas pelos serviços secretos para justificar a intervenção militar no Iraque, as quais assumem hoje um carácter duvidoso, conduzirá certamente a uma restruturação dos serviços secretos americanos. Em que moldes será feita essa restruturação? Irá apenas do sentido da promoção do cruzamento de informação? Talvez.
Em Portugal também existem dois serviços de informações: o Serviço de Informações de Segurança (SIS) e o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa e Militares (SIEDM). No entanto, no nosso caso, o combate ao terrorismo é sem dúvida uma matéria da competência do SIS. Mas mesmo assim, penso que o cruzamento de informações entre estes dois serviços também deve existir. Estou a pensar por exemplo na segurança das nossas embaixadas ou do contingente de tropas da GNR que foi (ou será) enviado para o Iraque.
Generalizando, o cruzamento de informações é essencial em todos os sectores da sociedade, sejam eles controlados pelo Estado ou não. Só cruzando informação se conhece verdadeiramente a dimensão dos problemas. É por isso que é urgente a utilização de meios informáticos que possibilitem um rápido e fácil cruzamento de informação, com o objectivo de combater a fraude fiscal, de reduzir as listas de espera na saúde, de facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho, etc. Resumindo a ideia, o cruzamento de informação também é um factor de aumento da produtividade. Estou curioso para ver essa reforma da administração pública...

ANS

9 - PINTO DA COSTA


Eu nem sequer sabia que que o Sr. Pinto da Costa era casado. Não é que isso me interessasse mas acabei por tomar conhecimento da situação no dia da final da Taça de Portugal, quando a repórter de uma estação de televisão (penso que da TVI) tentava entrevistar o presidente do Futebol Clube do Porto (FCP) após a vitória deste clube sobre a União de Leiria. Tal entrevista estava a revelar-se de difí­cil concretização porque Pinto da Costa estava visivelmente muito emocionado. Eu não sou adepto do FCP e confesso que também me emocionei (ligeiramente) com a campanha desportiva daquela equipa na época de 2002/03. Para não perder o tempo de antena, a repórter resolveu entrevistar primeiro a "namorada" de Pinto da Costa, tendo sido esta a forma como a apresentou perante as câmaras. A dita "namorada" corrigiu e referiu-se a Pinto da Costa como o seu "marido".
Alguns dias depois li uma notí­cia sobre a possibilidade de o Benfica vir a ter um novo dirigente do departamento de Relações Públicas. Esse dirigente poderia ser Filomena Pinto da Costa (ainda mulher de Pinto da Costa). Confesso que embora não seja muito dado a raciocí­nios deste tipo, o meu primeiro pensamento quando li aquele comentário entre parênteses foi algo como "o Pinto da Costa é bí­gamo!?". Depois pensei melhor e concluí­ que devia ser apenas mais um daqueles divórcios mal resolvidos.
Nunca mais pensei no assunto. Mas no sábado, graças ao Expresso (que não li porque a versão em linha também é cobrada) vim a descobrir que o divórcio do casal Pinto da Costa está extremamente mal resolvido, inclui cenas de violência e é mediático! Ainda que ninguém tenha nada que saber os pormenores do divórcio daquelas duas pessoas, ninguém a não ser a filha de ambos (coitada), este é um divórcio mediático.
Já aqui escrevi que três dos valores culturais do nosso tempo são o futebol, o álcool e o Big Brother. Se a combinação dos dois primeiros já era explosiva ("hooliganismo"), agora Pinto da Costa veio introduzir o Big Brother na equação. O Sr. Pinto da Costa é presidente de uma grande instituição desportiva do paí­s e tem tido um desempenho brilhante na condução do clube à  obtenção de importantes resultados desportivos, ainda que recorra demasiadas vezes a um estilo trauliteiro (para usar uma expressão do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa) mas também cirúrgico (é este o pormenor do qual se esquecem todos aqueles que tentam imitar Pinto da Costa). Se o FCP se tornou numa referência do país e, em particular, da cidade do Porto, também Pinto da Costa se tornou numa referência da cidade (o que não é razão suficiente para que Rui Rio tenha de andar de mãos dadas com ele) e tem portanto a obrigação de resolver os seus assuntos pessoais de uma forma mais discreta. Sem pretender ser moralista, julgo que Pinto da Costa deve resistir à  tentação de usar a imprensa como faz frequentemente para resolver os problemas do FCP.

ANS

8 - PORTUGAL... AINDA NÃO SEI ONDE FICA


Será que o Estado português não poderia processar todos aqueles cujas publicações incluam mapas da Europa que representem a península ibérica e não representem correctamente Portugal? Não sou jurista mas creio que este caso poderia ser levado ao Tribunal de Justiça Europeu . Aos juristas que possam vir a ler este post peço que me corrijam se estiver enganado.

ANS

7 - PORTUGAL... ONDE FICA?


Infelizmente, o facto de ser português e viajar implica por vezes (que até nem são poucas) ter de ouvir algum ignorante perguntar onde fica Portugal.
Esta é uma daquelas perguntas que me irrita profundamente, principalmente quando o idiota que a faz é cidadão de um país desenvolvido da União Europeia (UE). A acreditar nos elevados índices de desenvolvimento económico e humano que os ditos países desenvolvidos apresentam, seria de esperar lá encontrar populações com elevados níveis de cultura geral. No entanto, esta é uma expectativa que, na maior parte das vezes, acaba frustrada. A verdade é que nos países desenvolvidos o nível de ignorância e estupidez é tão alto como aquele que existe em Portugal ou Espanha, ou ainda na Grécia. Embora estes três países se encontrem na cauda da UE em termos de índices de desenvolvimento, as actividades culturais preferidas pelos seus habitantes são exactamente as mesmas que praticam os britânicos, os franceses, os italianos ou os alemães. Todos gostam de futebol, álcool e Big Brother. Mas serão estes os factores que removem Portugal do mapa político europeu?
Os representantes dos países nórdicos na UE (Dinamarca, Finlândia e Suécia, dos quais apenas conheço a Suécia) também são países desenvolvidos e, a julgar pelo caso sueco, aqui a palavra desenvolvimento faz realmente sentido. O nível de cultura geral na Suécia é de facto grande. Por exemplo: todas as pessoas, mas mesmo todas, falam inglês correctamente; todos sabem realmente o que é a UE, embora tenham algumas dúvidas quando à União Económica e Monetária; e acredito que todos sabem algo de Portugal, mesmo que aqueles que nunca cá estiveram. Mas eles também gostam de futebol, álcool e Big Brother. Portanto, talvez não sejam estes os factores que afastam as populações da cultura geopolítica.
Será que aqueles que não sabem onde fica Portugal não têm culpa da sua ignorância? Será que eles não sabem porque nunca poderiam saber? Talvez. Já vi muitos mapas por essa Europa fora onde a península ibérica é muito simplesmente designada por Espanha. Muitas vezes a fronteira de Portugal até aparece desenhada (a tracejado) mas o nome de Portugal é que não aparece. Será uma conspiração promovida por nuestros hermanos? É óbvio que não. Mas ninguém me convence que os autores dos mapas desconhecem a existência de Portugal como Estado independente. A desculpa do tamanho também não pega. Basta olhar para os casos do Luxemburgo, Bélgica e Holanda. Enfim, continuo a não perceber como é que pode tanta gente não saber onde fica Portugal.
É verdade que os escoceses e galeses também se queixam de serem chamados de ingleses, quando na realidade são apenas britânicos. Mesmo a designação de britânicos é considerada ofensiva por muitos escoceses e galeses mais nacionalistas. Imagine-se o que sente um irlandês quando lhe chamam britânico ou inglês. Deve pensar que está a falar com um ignorante que não sabe a diferença entre Inglaterra, Reino Unido e Irlanda. Aposto que há muitos portugueses incapazes de fazer esta distinção. Será por culpa deles? Penso que não. Creio que esse assunto é focado levemente nos manuais de inglês correspondentes ao 3º ou 4º nível. Mas a língua inglesa nem sequer é língua estrangeira obrigatória (pelo menos não era quando eu frequentei o ensino secundário), por isso não se pode atribuir a culpa a quem vive na ignorância.
Penso que a culpa é do Estado português que nunca tentou combater esta situação. Nunca foram dadas instruções aos nossos embaixadores para pressionarem os governos estrangeiros a incluírem um pouco de Portugal nos seus programas escolares. Nunca foi feita uma promoção adequada do país. Nem agora, com o Euro2004 à porta. Ainda há dias tive ocasião de assistir na ITV (4º canal aberto britânico de televisão) a um programa sobre as campanhas de qualificação das várias selecções para o Euro2004-Espanha/Portugal. Parece que nós pagamos e os espanhóis ficam com o lucro. Não me admiraria nada se os hotéis espanhóis na vizinhança de Portugal já estivessem lotados para o mês em que se realiza o Euro2004, oferecendo bons pacotes turísticos de praia em Espanha com viagens curtas de autocarro em auto-estrada até à província de Portugal para ver futebol. E se os turistas britânicos perguntarem se vale a pena visitar essa província da qual nunca tinham ouvido falar, basta mostrar-lhes uns postais com uns burros a puxar umas carroças para transporte daquelas avós viúvas, desdentadas, com enormes fios de bigode, pernas arqueadas e sapatos de lã negros a deixar transparecer as calosidades dos pés. A resposta será: “Que giro! É tal e qual como o avô do meu amigo disse que era quando cá esteve nos anos 60!”. E como bons britânicos que são ficam todos inchados porque afinal ainda existem países que não ultrapassaram o Reino Unido. Eles estão muito enganados. Mas nós temos que ser mais activos na nossa pressão cultural. Doutores Durão Barroso e Martins da Cruz o tipo de pressão que eu sugiro não é diplomacia do croquete!

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23 julho 2003

6 - ESCUTAS TELEFÓNICAS


O Público divulgou hoje que Ferro Rodrigues terá sido alvo de mais de 1700 escutas telefónicas desde a data da prisão de Paulo Pedroso. A notícia dá grande ênfase ao número de escutas realizadas e até ao número médio diário de conversas telefónicas efectuadas pelo dirigente do Partido Socialista (cerca de 30).
A mim faz-me mais confusão a designação de Ferro Rodrigues como alvo de escutas nº 21379. Assumindo que a numeração efectuada pela Polícia Judiciária (PJ) é sequencial e que o número de casos de indivíduos que foram alvos de escutas em mais do que um processo é reduzido, pode-se concluir que cerca de 0,2 % da população nacional já teve as suas conversas telefónicas escutadas. É muita gente e muita conversa para ouvir.
Se o governo está tão empenhado em aumentar os índices de produtividade nacionais, pode com certeza usar a PJ como modelo de produtividade. Se todos os alvos forem como Ferro Rodrigues, imagino que os funcionários da PJ não durmam para conseguirem ter as transcrições prontas em tempo útil para apreciação por juízes.

ANS

5 - AINDA DAVID KELLY


Tenho um amigo que embora resida actualmente em Londres, tem ligações familiares muito fortes à região de Oxford, mais precisamente à região entre Abingdon e Wantage (localidades vizinhas de Oxford). Ele costumava dizer que vinha de uma aldeia que ninguém conhecia, o que era óptimo pois tinha mais liberdade nas suas descrições do local.
No entanto, no ano passado a localidade de Wantage ficou famosa por um caso insólito: um jovem de 16 anos foi chamado ao tribunal de menores para responder por abuso sexual de ovelhas. Estou-me a referir ao animal ovelha (a fêmea do carneiro). Este jovem levou uma ovelha para um estábulo, atou-lhe as patas traseiras a dois pilares e abusou do pobre animal. O rapaz foi apanhado durante a violação e, em estado de choque, repetiu várias vezes: "I am a dirty bastard!". Pois é, também acho.
Quem não gostou nada disto foi o meu amigo... a partir deste momento passou a dizer que era natural de uma aldeia junto a Abingdon, na esperança de que ninguém soubesse que ficava perto de Wantage. Mas só o pôde fazer até ao dia da morte de David Kelly, a qual ocorreu perto de Abingdon. Pela segunda vez, no espaço de ano e meio, a sua região foi referida na imprensa pelos piores motivos...
Agora o meu amigo é apenas de Oxford... e continua a ser um apoiante incondicional do Oxford United.

ANS

22 julho 2003

4 - MANIA DAS GRANDEZAS


Na passada sexta-feira o o diário inglês The Guardian publicou uma reportagem muito interessante sobre os incríveis investimentos actualmente em curso no emirado árabe do Dubai na área do turismo. Este pequeno emirado, com apenas 1 milhão de habitantes, recebe já cerca de 5 milhões de turistas por ano. Assim, embora o petróleo descoberto nos anos 60 no Dubai seja ainda o motor principal da economia do país, o turismo assume-se já como uma indústria muito importante. Por outro lado, o petróleo é um bem escasso e, por essa razão, o xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum (prí­ncipe do Dubai) prentende criar agora as condições de desenvolvimento do turismo. E, de acordo com a reportagem do The Guardian, as suas ambições não são pequenas: 10 milhões de turistas em 2007 e 40 milhões em 2015! O Dr. Durão Barroso, que elegeu (bem) o turismo como um dos principais motores de desenvolvimento da nossa economia, deveria olhar para estes números.
Olhemos agora para o que está a ser feito no Dubai para atingir aqueles ambiciosos ojectivos:



Esta é uma fotografia dos complexos turísticos The Palm, em Jumeirah e Jabel Ali. Estes empreendimentos são as únicas construções feitas pelo homem, além da Muralha da China, que podem ser vistas do espaço a olho nu!
Neste momento, o empreendimento turístico de Jumeirah é o que está mais avançado em termos de construção, estando a sua conclusão prevista para Dezembro de 2005. Nessa altura estarão disponí­veis 2000 luxuosas vivendas, 2500 apartamentos e mais de 50 hotéis. Tudo isto será construí­do sobre uma ilha artificial (totalmente em areia) que já nasceu no Golfo Pérsico. Esta ilha terá a forma de uma palmeira com um tronco de 2 quilómetros de comprimento e 17 frondosos ramos com o mesmo comprimento. A envolver a palmeira existe já um quebra-mar em forma de crescente com um comprimento total de 11 quilómetros. Ao todo ficarão disponí­veis cerca de 7,5 quilómetros quadrados de areal, para os quais foi necessária uma quantidade de areia que dava para dar três vezes a volta ao mundo se disposta num muro com 2 metros de altura! Mas se ficamos espantados com estes números, então que dizer do complexo turí­stico de Jabel Ali, o qual é cerca de 40% maior do que o de Jumeirah? E Portugal com tanta praia a precisar de areia... e tantos leitos de rio com problemas de infra-escavação de pilares de pontes... mas enfim, estes são outros problemas. Parece que em Cabo Verde, paí­s que também depende do turismo, a falta de areia nas praias é já um grave problema. O Dr. Durão Barroso, se quiser desenvolver o turismo em Portugal, tem de ter em conta este recurso natural que é a areia.
Entretanto, se o leitor fizer parte do jet set nacional e estiver já a sonhar com a sua luxuosa vivenda com praia privativa no meio do Golfo Pérsico, desiluda-se já porque apesar de serem relativamente baratas (apenas cerca de 1,5 milhões de euros ou 300 mil contos) já foram todas vendidas aos famosos deste mundo, como Robert Redford, Madonna ou Beckham, por exemplo. É a crise...
Também gostaria de saber o que dizem agora todos aqueles que afirmam que Portugal é um país com a mania das grandezas por ter organizado a Expo98 e o Euro2004?

ANS

3 - RAZÕES PARA O SUICÍDIO


Têm sido muitos os comentários sobre a morte de David Kelly e as suas implicações com a guerra no Iraque.
Muitos dizem que Tony Blair e o seu conselheiro de comunicação Alastair Campbell têm as mãos manchadas de sangue por terem divulgado a informação de que Saddam Hussein era uma ameaça para a segurança no Reino Unido, tendo mesmo a capacidade de armar ogivas quí­micas e bacteriológicas em apenas 45 minutos. Segundo a BBC, essa informação foi no entanto apimentada com vista a justificar uma rápida intervenção militar no Iraque. Inicialmente, o jornalista da BBC Andrew Gilligan fundamentou a notí­cia em testemenhos de um alto responsável dos serviços secretos mas depois assumiu ter sido David Kelly o seu informador. Tal aconteceu já depois da morte de David Kelly, quando já era público que o próprio confessara ter cedido à  BBC comentários sobre o relatório sobre as armas de destruição em massa iraquianas. Só que, segundo David Kelly, nos seus comentários nunca foi referida qualquer operação de cosmética. Quem mentiu? Teremos de esperar para saber.
Entretanto, podem discutir-se as razões que terão levado David Kelly ao suicí­dio. Será que o facto de alguém ser identificado como fonte de fuga para a imprensa (falada) de informações confidenciais é razão suficiente? Não creio. No fundo, David Kelly apenas assumiu o facto de um relatório técnico ter sofrido um tratamento de marketing. Mas isto acontece sempre que é necessário transmitir, com objectivos polí­ticos, informações técnicas a leigos. A BBC diz que não foi apenas isso e fala em adulteração do relatório com inclusão de dados falsos. Se assim foi, David Kelly fez bem em revelar a situação e portanto não tinha razões para se suicidar. No entanto, as razões para o suicí­dio poderiam existir no caso de o relatório original já incluir falsidades. Será que David Kelly não foi capaz de suportar a ideia de ter tido influência decisiva na morte de milhares de pessoas no Iraque? Neste caso Tony Blair estaria ilibado. Poderia culpar os serviços secretos assim como Bush culpa a CIA. Teremos de esperar para saber a verdade.
Entretanto espero que mais ninguém ponha termo à própria vida por causa da guerra com o Iraque. É que a guerra era inevitável... embora, como escreve Teresa de Sousa no Público de hoje, pudesse ter sido justificada por muitas outras formas.

ANS

2 - O SONO DA VERDADE


Depois de ler o post Hipno-marcha-a-ré, de Luís Camilo Alves (LCA) no blog Desejo Casar, surgiu-me uma dúvida sobre a teoria de reencarnação. Eu não costumo assistir ao programa Sono da Verdade da SIC porque resido neste momento fora de Portugal. No entanto, lendo os comentários de LCA, concluo que todos os participantes no programa conseguem regredir a vidas passadas, regredindo sempre a vidas humanas. Este facto parece-me de difícil compreensão. De facto, uma vez que a população humana mundial tem crescido exponencialmente ao longo dos séculos, é fácil concluir que nascem mais pessoas do que aquelas que morrem. Sendo assim, como é possí­vel uma determinada alma reencarnar sucessivamente sob a forma humana? Será que existe um stock de almas que nunca encarnaram prontas para entrar em acção a qualquer momento? Ou será que as almas têm a capacidade de se dividir e reencarnar simultaneamente em diferentes vidas humanas? Se assim for, é grande a probabilidade de as uniões matrimoniais ocorrerem entre a mesma pessoa (duas vidas, dois corpos... uma alma). Será esta a explicação para o aumento do número de divórcios que tem vindo a ser publicitado? Convenhamos que deve ser uma enorme desilusão percebermos que o nosso casamento não é mais do que uma prática de onanismo.

ANS

1 - INAUGURAÇÃO


Este é o post inaugural do Carimbo.
Como sabem, carimbo é o nome de um instrumento que se emprega para marcar papéis e é também o nome que se dá à marca colocada nesses mesmos papéis.
Os membros deste blog serão os carimbadores de serviço e não perderão a oportunidade de marcar com a sua modesta opinião qualquer assunto que o justifique. No entanto, os nossos carimbos serão apenas sinais para chamar a atenção sobre algo e não deverão nunca ser considerados como marcas de ferrete cuja intenção é apenas difamar e denegrir.
Vamos tentar postar com regularidade.

ANS