O Carimbo inicia hoje a sua segunda semana de existência. Para trás ficam 7 dias de uma agradável experiência. Tomei conhecimento do mundo dos
blogs (tenho alguma dificuldade em utilizar termos como "blogosfera") através da reportagem da Visão, mas só comecei a ler os ditos
blogs a partir da segunda quinzena de Julho. Li e gostei tanto que, na noite de 21 para 22 de Julho, resolvi criar o meu próprio
blog.
Uma nova leitura das sugestões da
Visão foi suficiente para me orientar nos passos iniciais. Depois começaram os problemas, como por exemplo a escolha de um nome para o
blog (não é fácil encontrar nomes disponíveis). Uma vez ultrapassado este problema, passei efectivamente à construção do Carimbo: escolhi o
template adequado, abri uma nova conta
hotmail exclusiva do Carimbo e instalei um contador de visitas. Só mais tarde me iria deparar com o problema da inclusão de imagens, o qual ficou resolvido depois de uma pesquisa de propriedades nas imagens de
O Latinista Ilustre, o qual me lembrava ter sido referido por Pacheco Pereira no
Abrupto relativamente a esta questão.
Finalmente estava em condições de publicar o primeiro
post, ao qual dei o título de INAUGURAÇÃO. Nesse
post refiro-me ao Carimbo como um
blog colectivo. De facto, quando iniciei o
blog convidei alguns amigos a participar e eles aceitaram o convite. Infelizmente, até hoje só eu contribuí com textos para O Carimbo. Confesso que os primeiros textos foram difíceis. De facto, não é a mesma coisa escrever artigos de carácter técnico (dirigidos a uma comunidade muito restrita de pessoas) e escrever num
blog sobre aquilo que pensamos da actualidade. Escrever neste
blog é como pensar em voz alta, tão alta que pode ser ouvida por todos aqueles que (em qualquer lugar do mundo de língua portuguesa) se deparem com o Carimbo. E isso pode acontecer hoje, amanhã ou depois. No entanto, os meus pensamentos de hoje não são necessariamente os mesmos de amanhã. Por exemplo, há dias em que, olhando para trás e analisando os
posts que deixei no Carimbo, tenho vontade de apagar tudo. Também há outros dias em que os textos voltam a fazer sentido. Não sei o que se passa com os outros
bloggers, mas este sentimento é estranho para mim.
Parece que existe um código de conduta para
bloggers, no qual se assume que texto
postado não é apagado. No entanto, como o Expresso (quando for grátis incluo a hiperligação) já demonstrou, os códigos de conduta existem para ser quebrados. Quero com isto dizer que no Carimbo mando eu e, se eu achar que determinado
post deve desaparecer, desaparece mesmo. O meu código de conduta resume-se a ser cordial para com os outros
bloggers, os quais faço questão de avisar (via
e-mail) sempre que são referidos no Carimbo. A propósito disto, quero aproveitar para agradecer a forma cordial como
Luís Camilo Alves,
Miguel Góis,
Carlos Antunes e
Leonel Vicente responderam a esses
e-mails.
Já que estou em maré de agradecimentos, aproveito para referir que é com muito agrado que vejo O Carimbo incluído na lista de
blogs recomendados pelo
Aviz (excelente
blog),
Fumaças e
aaanumberone. Quanto aos
blogs recomendados pelo Carimbo só posso afirmar que são aqueles que, de uma forma original, abordam temas que me interessam (e a Arquitectura é indiscutivelmente um deles - parêntese dirigido à simpática autora do
Amostra de Arquitectura).
Para finalizar este resumo (nada breve) da minha experiência com O Carimbo, resta-me referir que, à medida que os dias vão passando, me vou sentindo mais à vontade com a
blogosfera (estou a esforçar-me por adquirir este vocabulário) e que, talvez por isso, os meus textos passem a revelar mais de mim. Entretanto, ficam para trás 25 textos lidos por cerca de 200 visitantes do Carimbo. É agradável constatar que aquilo que pensamos pode chegar a tanta gente. Quando me refiro ao número de visitas não estou a medir o pirilau (como escreve
Pedro Mexia no
post MEDIR O PIRILAU), embora o pudesse fazer pois O Carimbo só agora começa a sair da adolescência. Esta analogia (bem conseguida) de Pedro Mexia lembra-me um filme (muito, muito fraquinho) de 1980, o
Porky's. Não consigo deixar de pensar naquele obsessivo
Pee Wee que exclama "It's getting shorter!" depois de actualizar o seu gráfico de erecções matinais. Ainda a propósito do
Porky's: a homenagem que este filme faz àquele machismo que é típico de adolecentes, mas que muitas vezes nos acompanha o resto da vida, obriga-me a ver o
Pipi como uma das suas personagens. Poderia ser o
Meat, por exemplo. Já estou a imaginar os bonitos epítetos que o Pipi me vai atribuir...
Enfim, já me dispersei. Hoje começa uma nova fase da vida do Carimbo. É o início da idade adulta, a qual espero que seja descontraída.
Bem-vindos ao Carimbo.
ANS